O Terror Não Acabou – Dick

O capítulo é curto, mas importante. A continuação da ficção n’O Bardo. Confiram!

O Terror Não Acabou
Nova Iorque
24. Dick
O lugar era, sem dúvida, barra pesada. Aliás, se não o fosse provavelmente eles teriam sido pegos no caminho por alguma blitz. Mas quando parou, em um beco, Ninja não pode evitar pensar que deveria ter deixado a moto no hotel. A chance dela não voltar a ser vista inteira parecia palpável. Enfim, agora é tarde. Pensa ele. Kartoffel e Bonito descem do Maverick, e o segundo, olhando rapidamente para os lados, vai em direção a uma porta. Montanhas de lixo transbordavam da lixeira, ao lado da porta, o mau cheiro acompanhava a poluição visual.
– É aqui. Diz Bonito.
– O lugar é meio sujo, não? Pergunta Kartoffel, mais para si mesma que para os amigos.
Os três entram pela porta e se deparam com um corredor encardido de paredes precisando desesperadamente de pintura e soalho esburacado. As portas eram intercaladas, uma à direita, uma à esquerda. Bonito foi a frente, conferindo os números das portas. Parando em uma delas, ele examina mais de perto. O número estava completamente imundo. Bonito, usando a manga de seu casaco, esfrega o número e move a cabeça em aprovação.
– É este. Diz ele, voltando-se para a porta e batendo três vezes com os nós dos dedos. Assustadoramente, não foi uma voz humana, mas sim um autofalante quem respondeu.
– O que querem, Insetos? Diz a voz metálica.
– Gostaríamos de falar com o Dick. Responde Bonito.
– O que desejam com ele? Indaga a voz.
– Precisamos da ajuda dele com uma informação. Continua Bonito.
– O que ele ganharia com isso? Pergunta a voz.
– Estaria ajudando a bagunçar o governo corrupto que nós temos. Interrompe Ninja.
Um estalo de fechadura eletrônica chega aos ouvidos do grupo, seguido da porta abrindo sozinha. Entrando, eles percebem que o lugar era tão bom dentro quanto fora. Os incontáveis monitores pela sala eram cobertos por uma camada sensível de pó. Cada superfície da casa parecia coberta com alguma tranqueira eletrônica e cabos, cabos de todas as cores e tamanhos. O lugar era relativamente claro, mas não por lâmpadas, a claridade provinha apenas das telas e dos leds dos aparelhos. Entre um teclado com um número absurdo de caracteres estranhos, no centro do recinto, havia uma cadeira giratória de espaldar alto de costas para eles. Em um giro, revelou um homem muito magro e branco, cabelos curtos e olhos esbugalhados.
– Pessoal, Gian Dickens, o cara que eu falei.
Bena
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