Gancho de Aventura – O ritual da felicidade

Mais um gancho inspirado no livro Nós, escrito por Eugene Zamiatin. Nesta ideia, os aventureiros chegam até uma cidade onde é oferecido um ritual que tirará todas as dúvidas, trazendo a felicidade definitiva para todos.

(Artista: ThranTantra)
Os aventureiros chegam a uma cidade qualquer…
E encontram cartazes dizendo “Alegrai-vos, o tempo da infelicidade acabou! Através de estudos místicos, temos o prazer de vos anunciar a cura para todas as dúvidas! Através de um simples ritual, todos terão sua capacidade de duvidar extirpada, podendo usar seu tempo em atividades felizes e produtivas! Todos devem participar!”. Isso, é claro, vai requerer investigações.
Investigando…
Muitos podem ser os responsáveis pelo cartaz, os aventureiros rapidamente descobrirão quem são. O problema é que estes descobertos são apenas fachada, os verdadeiros responsáveis não serão descobertos facilmente. Algumas ideias são:
  • Uma guilda de magos
  • A igreja local
  • Uma junta médica, caso o lugar possua

As pessoas…
Por algum motivo, a população local não acha nenhum absurdo o que o ritual propõe. O ritual é incentivado pelo regente local, e este é altamente bem quisto pelos aldeões. As pessoas, se perguntadas sobre o regente, dirão coisas como:
  • Nós vivemos bem.
  • Não nos falta nada.
  • Não passamos nem fome e nem frio.
  • O regente é bom para nós!
  • Ninguém passa necessidade desde que o regente está no poder!
  • Nós trabalhamos e ele nos garante comida, abrigo e segurança, o que mais nós poderíamos querer?

E ainda, se perguntados sobre o ritual, dirão algo como:
  • Se o regente apoia, é para o nosso bem!
  • Devemos trabalhar bem para retribuir o que recebemos, se isso nos ajudará, faremos.
  • Por que não faríamos o ritual? Vai nos ajudar tirando as dúvidas da gente.
  • Vocês de fora não sabem nada sobre o nosso povo, não deviam se meter.
  • Por que lhes interessa? Isso é assunto nosso. Vou chamar a guarda!

Um dissidente…
Mas existe uma exceção. Um eremita que vive nas imediações da cidade saberá o que está realmente acontecendo. Como os heróis chegarão a ele, fica a critério do mestre (mas pode ser algo como um aldeão respondendo alguma das perguntas anteriores com “essa pergunta parece coisa daquele eremita chato!”). O eremita contará que há muito tempo um mago cujos poderes estavam em franca ascensão inventou um ritual para tirar a vontade das pessoas. Elas viravam algo como um zumbi, só que vivo. Eram os escravos perfeitos. Mas esse mago, depois de escravizar algumas pessoas da cidade, foi detido por um herói solitário, desaparecendo. O que estavam fazendo desta vez era muito parecido, embora o método para conseguir fosse diferente. Ao fim da aventura, os heróis descobrirão que o mago é o regente e o eremita é o herói.
O desenrolar…
Deixarei as coisas neste ponto para que o mestre decida. Ele pode fazer diversas coisas a partir daqui. Basicamente a divisão fica em como e quando os heróis enfrentarão o vilão.
  • Algumas pessoas são escravizadas e servirão como capangas para impedir os heróis
  • Toda a cidade será escravizada! Mas ainda vale a pena impedir que este mal se alastre, por isso os heróis ainda combaterão o mago
  • Algum dos heróis é escravizado (preferencialmente nenhum dos jogadores)
  • Enfim, a partir daqui, fica pelo mestre.

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