E quando o grupo se separa?

Pois bem, meus caros leitores rpgisticos de plantão, hoje eu pretendo abordar um tema que surgiu no grupo de jogo que comecei há duas semanas com alguns colegas aqui do bairro onde eu moro. A constante fragmentação do grupo durante as sessões e as richas entre personagens. Vamos tentar trabalhar um pouco essa questão e tentar achar uma solução justa e pacífica para essa situação que atormenta tanto os mestres como, também, alguns jogadores.

Primeiro de tudo vou colocar aqui a situação. Bom, depois de tanto tempo procurando com quem jogar, finalmente arrumei um grupo. Começariamos a jogar D&D em um mundo que se formará com o tempo de jogo. Até ai tudo bem. Escolhemos nossos personagens, classes, raças, etc. Até que chegamos na parte das tendências. Para quem não sabe, em D&D as tendências servem para definir a orientação moral e psicológica do personagem, servem para dar base às suas atitudes e ajudar o mestre a fiscalizar a interpretação, principalmente. Pois bem, tivemos um grupo com extremos e um personagem leal e mal. Ok, durante o decorrer do jogo era mais que obvio que o leal e mal entrasse em discordância com o resto do grupo, porém as coisas meio que correram exageradas e, por isso, o grupo se dividia até onde não tinha como ser dividido e os personagens estavam sempre entrando em conflito. Problemas? Não deveria ser. Porém o atrito entre dois personagens gerou uma situação que tornou o clima chato entre os jogadores que os controlavam. Isso sim é um problema.

Inicialmente, eu parto para a máxima da interpretação nas sessões. Jogadores, separem personagens de realidade. O que acontece in game, fica in game. Se o personagem do Fulano detesta o personagem do Sicrano, tudo ok. É até uma boa ideia para rolar mais interpretação do grupo. Porém, os jogadores não devem levar a sério provocações em jogo. Quem tem que responder as provocações são os personagens, não os jogadores.
 Bom, voltando para a minha história. Durante o jogo um dos personagens passou a “tirar onda” com o outro o tempo todo. Por conta de falhas em testes ou mesmo por enganos do outro jogador. Daí, em batalha, o jogador que foi taxado como “inútil” resolveu ficar de fora da batalha. Resultando na quase morte do outro e em estresse pós sessão.E aí? O que fazer? Seguindo a dica do amigo que estava mestrando, resolve-se interpretação com interpretação. Infelizmente, nem sempre isso acontece. Como no nosso caso, um jogador ficou com raiva do outro, ai ficou aquela situação tensa. E ai? Como fazer? Bom, eu já disse isso antes. A única maneira de resolver isso é dialogando. No nosso caso, falamos individualmente com eles, bom pelo menos eu falei com um deles e ficaram de falar com o outro. Por enquanto, creio que conseguimo segurar as pontas, só esperar que ninguém guarde magoa.
Ok. Voltamos para o jogo. Agora vamos olhar pelo lado do mestre. É péssimo para o mestre quando o grupo se separa, porque você tem que mestrar para uma parte, enquanto a outra espera. E pensar em maneiras de evitar que os grupos menores morram desnecessariamente, etc. Imagine então quando os personagens ou os próprios jogadores brigam… Isso, quse que certamente, significara separação do grupo sempre que houver uma oportunidade. Bem, mas se você parar para pensar no ponto de vista interpretativo, é mais que interessante que o mestre permita que o grupo se separe as vezes. Desse modo você incentiva amizades entre personagens e pode aumentar a distancia entre os rivais do grupo, enfim, aumentar a parte interpretativa da sessão e, na minha opinião, tornar a coisa mais divertida. Porém, isso também depende da ajuda dos jogadores. Com certeza que esse tipo de situação gera possiblidades interpretativas para os personagens, mas se os jogadores não souberem separar o jogo da vida real, tudo vai pro brejo!
Portanto, segundo o que eu acredito, cabe ao mestre policiar o ritmo de jogo e os jogadores, evitar discussões sem sentido entre jogadores e evitar brigas, principalmente. Porém, os jogadores também devem ajudar nessas situações, primeiramente, separando o jogo da vida real. Em segundo, quando outros jogadores perderem a cabeça, falem com seus amigos e mostrem a eles que eles estão atrapalhando o andamento do jogo e, desse modo, atrapalhando o divertimento de todos. Lembrem-se, RPG é diversão, para TODOS!

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